TDAH depois dos 50 anos: às vezes, o desafio não é começar. É saber parar.
Na corrida, eu aprendi que lidar com a impulsividade também faz parte do treino. Já teve dia em que o planejado eram 5 km. Simples. Um treino leve, controlado. Mas eu saía correndo, começava a me sentir bem e pensava: “Vou fazer mais um pouco.” Quando percebia, já estava nos 10 km. Em alguns dias, 12 km. O problema é que nem sempre o corpo que aguenta fazer mais é o corpo que deveria fazer mais naquele dia. Essa é uma das coisas que tenho aprendido depois dos 50: ter capacidade não significa que você precise usá-la sempre. A impulsividade pode fazer a gente confundir vontade com necessidade. E a corrida me ensina justamente o contrário: disciplina é saber continuar quando precisa continuar, mas também saber parar quando é hora de parar. Para quem convive com distração, inquietação e impulsividade, correr pode ser uma ferramenta poderosa. Mas também pode virar uma armadilha se a gente não aprender a colocar limites na própria vontade. Hoje tento pensar antes de acelerar: “Estou fazendo...